Rolando & Trollando

A sorte está lançada…

Mourn Day Remainders – Sessão 2: Um tempo para o luto

No dia 18 de dezembro, sábado passado, jogamos a segunda sessão da campanha Mourn Day Remainders, que tem como cenário o mundo enigmático de Eberron.

Resumo da sessão

Quatro anos após a destruição de Cyre, os personagens tiveram diferentes destinos. Harumi continuou a trabalhar para Royal Eyes of Aundair enquanto buscava seu lugar no mundo. Vivi voltou para Zilargo e passou os quatro anos trabalhando na Biblioteca de Korranberg. Lucius e Murloc viveram como guarda-costas após o fim da guerra. Tarak viajou para Sharn para procurar sua mãe, mas não conseguiu nenhuma notícia em quatro anos, e acabou se tornando aprendiz de um ferreiro da Cidade das Torres.

Lord Brenn ir’Garden, que foi salvo pelos personagens quatro anos atrás, contratou um dos serviços da House Orien: enviou convites para seus salvadores para comparecerem a um memorial, que ocorreria em 10 de Olarune de 998 YK, quatro anos após a grande explosão. Como explicado no bilhete, o memorial ocorreria em Sharn, no Menphis Plateau, na torre Dalannan. Brenn não conseguiu enviar um convite a Tarak, mas este conseguiu um “bico” de guarda-costas de um nobre metido, que também estaria no evento.

A Cidade das Torres
Sharn, também conhecida como Cidade das Torres, Cidade das Almas Perdidas, Cidade de Milhares de Olhos, Entrada para Xen’drik, Entrada para a Perdição.

No memorial, os aventureiros se reencontraram. Os convidados de honra – nobres destronados e generais de Cyre – sentaram-se atrás de uma calma fonte enquanto um veterano de guerra tagarelava lembranças. Quando a apresentação estava para começar, uma porta abre com violência e dela surge uma névoa cinzenta, semelhante à do Day of Mourning. Alguns gritam e fogem, mas os heróis atacam a criatura mesmo sem conseguir vê-la em meio à névoa. Os que conseguem chegar perto, veem algo como um grande macaco de pelo e olhos brancos desferindo mordidas em todos. Toda vez que recebia um golpe, a névoa desaparecia rapidamente e surgia a uma pequena distância do local original. Da sacada da mesma torre, Harumi comanda seu espírito enquanto Tarak, Murloc e Lucius adentram na névoa e tentam acertar a criatura.Vivi lança poderes que tentam mantê-lo perto de seus companheiros para que estes possam golpeá-lo novamente.

Após um bom tempo de combate e um mordenkrad quebrado, a criatura parou de expelir a fumaça que dificultava os golpes, e assim puderam ver que além de ser um macaco gigante ainda tinha chifres. Isso acelerou a morte da aberração, que Vivi especulou ser um demônio que sofreu influência da explosão mágica ocorrida em Mournland. Quando morreu, a criatura deixou uma marca idêntica à de quatro anos atrás, que eles logo reconheceram.

Intrigados com a súbita aparição da criatura, os personagens resolveram investigar de onde ela veio. Após ouvirem testemunhas, acharem vestígios pela cidade, usarem de sua própria inteligência (lê-se: fazerem testes de Intuição) e uma rápida visita a um ferreiro para conserto do mordenkrad, uma informação errada os levou a um grupo de ladrões humanos.  Depois de nocauteados e interrogados, os criminosos contaram que um homem de longos cabelos negros, que andava sempre com um bando de goblins, tem uma casa na Cidade Baixa que, durante a noite, emite estranhas luzes, exatamente o tipo de comportamento esperado por alguém que invoca um macaco. A casa estava totalmente lacrada com barras de ferro e emitia um estranho zumbido no andar superior. Chutando a porta de entrada e passando por ela sem nenhuma cerimônia, eles chegam a uma sala de estar, onde estão dois goblins. Estes gritam “Intrusos, intrusos!” e dos quartos e da cozinha saem dois ferais com cabelos tingidos de vermelho e mais dois goblins. Tarak reconhece os ferais como sendo membros da Red Jackal, uma gangue que vive nos esgotos da cidade. Após muita pancadaria, mais um meio-orc que estava furtivo na sala de jantar junta-se ao seu grupo, e no fim, todos são derrotados.

Dolgaunt Haunt

Olha quanta sensualidade

Um barulho alto, semelhante a um trovão ecoa do teto, seguido por um tremor no chão. Subindo ao andar de cima, eles vêem máquinas que são aglomerações bizarras de tubos, orbes de latão, gemas embutidas, ossos secos e pedras estranhas, uma delas controlada por uma criatura horrenda, sem olhos, um Dolgaunt Haunt. A criatura, que usava um traje negro, parecia ter um dia sido um humano ou hobgoblin, mas alguma mutação o transformou naquilo. Raios negros estalam de uma das máquinas e atingem outra, causando novamente o tremor. Dois humanos tentavam controlar duas outras máquinas nos corredores.

Após perceberem a natureza da armadilha, procuraram evitar a linha de fogo de cada uma delas e atacar o Dolgaunt com a atenção necessário. Os dois humanos se esconderam em outro cômodo e deste mesmo saíram um meio-elfo e um anão. O  meio-elfo, após se ferir gravemente foi em direção ao cômodo escondido por uma parede, e um elfo, com o mesmo ferimento voltou ao campo de batalha. Foi nesse momento que perceberam a real natureza daqueles humanóides: o elfo, o meio-elfo, o anão e os humanos, eram na verdade changelings. Derrotaram os inimigos e desativaram as máquinas, que tinham o propósito de derrubar a torre Dalannan e muitas torres a sua volta, mas nem sinal do homem de cabelos negros. Notaram que o manto usado pelo Dolgant tinha poderes mágicos, e ficaram com ele.

Ao saírem da torre sem muitas das respostas que procuravam, viram que um meio-elfo perguntava por eles na casa ao lado. Este percebeu os personagens e veio comunicar-lhes que a cúpula da cidade estava os chamando para uma cerimônia de gratificação pelos atos heróicos. O meio-elfo, na verdade, era um piloto de sky coach e os levaria até o local da celebração.

Tudo ocorreria bem se eles não tivessem sido atacados por goblins em seu persurso. Voando em soarsleds (construtos mágicos parecidos com pedras), eles vieram acompanhados de alguém conhecidos dos personagens: Aric Blacktree, companheiro de Brenn ir’Garden quatro anos atrás, também salvo pelos personagens. Este lançou poderes nefastos em todo o grupo, enquanto goblins atiravam flechas no veículo. Enquanto atiravam e pensavam em um meio de acabar com os goblins e seu mestre, Harumi ficou inconsciente após flechadas e Tarak roubou um soarsled e matou Aric Blacktree com dois golpes furiosos.

Faz de conta que são goblins.

Aric Blacktree tinha planos mais obscuros que os personagens imaginavam. Após de ser derrotado, ele foi interrogado e torturado pelos personagens. Contou que na verdade, quatro anos atrás, ele havia feito um acordo com os dolgrins para expor-se a Marca e obter uma dragonmark,  “Isso teria acontecido se não fossem esses heróis enxeridos”. Contou também que seu irmão havia manifestado uma marca espontaneamente, mas era ele quem estudava a profecia durante dias e noites, e por inveja resolveu adquirir uma marca de qualquer maneira. Isso provavelmente o deixou louco, ele havia feito planos para destruir Sharn, tomar conta da cidade e ninguém sabe onde pararia. Mas uma coisa o preocupava, tinha medo dos heróis, devido a profecia revelada na marca. Enviou uma criatura ao memorial para acabar com eles, protegeu o local onde estava suas máquinas e atacou os personagens quando seus planos foram frustrados, mas nada os impediu, a profecia estava certa.

A celebração na cúpula foi ainda mais emocionante, contando com depoimentos calorosos do piloto meio-elfo e entrega de certificados de honra ao mérito. Os personagens são comentados desde a Cidade Baixa até a Skyway da Cidade das Torres.

Jogam nessa aventura:

  • Bruno, como Murloc Shadowcrawler, Meio-elfo Battlemind
  • Guilherme, como Tarak, Meio-orc Bárbaro
  • Igor, como Lucius Theren, Elfo Patrulheiro
  • Daniela, como Harumi, Feral Xamã
  • Bianca, como Felicia Willhelmina Flannery d’Sivis (Vivi), Gnoma Psion

Comentários

Jogamos com uma agilidade e diversão nunca vista. Como mestre me senti orgulhoso do desempenho dos jogadores. No primeiro encontro os jogadores já estavam assustados, pois era um encontro de nível elevado e relativamente difícil, além disso, um dos strikers do grupo quebrou sua única arma. O encontro geral desenrolou-se desajeitadamente, devido a falta de experiência, mas foi divertido. Os três últimos encontros deram sustos nos personagens devido a sua mecânica diferente, mas foram concluídos com sucesso. Tivemos a líder do grupo morrendo, o que os deixou assustados, mas uma sequência de golpes demolidores do bárbaro (que tirou 69 de dano num só turno), reanimou o combate.

Os jogadores estão se apegando aos personagens agora, senti uma melhora na interpretação desde a última sessão. Espero que continuemos assim, sempre melhorando. Aguardando ansiosamente a próxima sessão.

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6 Respostas para “Mourn Day Remainders – Sessão 2: Um tempo para o luto

  1. brunoghiraldellidallora 20/12/2010 às 23:07

    Se o Mestre se sentiu orgulhoso,quem sou eu pra nao me sentir? Adorei as novas mecânicas,e lembre-se matar Changelings >> all

  2. Bianca 20/12/2010 às 23:14

    Po, changelings são mó legais 8DDD
    Queria muito que a gente conseguisse interpretar melhor. =.=

    E essa sessão foi ótima, aconteceu muita coisa. Eu disse que ia ficar um post grande. :3

  3. Gabriel 20/12/2010 às 23:29

    Queria ter colocado as fotos que o Igor tirou, acabei esquecendo… Vamos ver se depois coloco.

  4. Gui_Gratieri 20/12/2010 às 23:45

    como assim mestre?! Tarak não só quebrou o o seu FODÁSTICO Mordenkrad….numa tentativa desesperada ele partiu pra cima da névoa na base de socos… Não satisfeito com a arma ele também quebrou a mão (maldito dado) e graças à idéia (devo admitir) genial do troll (Murloc) ele achou um sabre e conseguiu finalmente dar UM golpe na criatura….
    Nada como uma redenção fodástica contra o dono dos cabelos negros…xD

    Ótima seção mestre… Parabéns

  5. Gabriel 20/12/2010 às 23:47

    Guilherme, queria comentar da mão quebrada e tal, mas o post já tava enorme. Valeu pelos parabéns.

  6. Igor 21/12/2010 às 14:13

    Boa Mestre!

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